Nature’s first green is gold,
Her hardest hue to hold.
Her early leaf’s a flower;
But only so an hour.
Then leaf subsides to leaf.
So Eden sank to grief,
So dawn goes down to day.
Nothing gold can stay.
Nature’s first green is gold,
Her hardest hue to hold.
Her early leaf’s a flower;
But only so an hour.
Then leaf subsides to leaf.
So Eden sank to grief,
So dawn goes down to day.
Nothing gold can stay.
Poema de William Ernest Henley. Adaptação para português de André Masini retirado do casadacultura.org.
| Out of the night that covers me, Black as the pit from pole to pole, I thank whatever gods may be For my unconquerable soul. In the fell clutch of circumstance Beyond this place of wrath and tears It matters not how strait the gate, |
Do fundo desta noite que persiste A me envolver em breu – eterno e espesso, A qualquer deus – se algum acaso existe, Por mi’alma insubjugável agradeço. Nas garras do destino e seus estragos, Além deste oceano de lamúria, Por ser estreita a senda – eu não declino, |

Ferreira Gullar
Há um tema que é recorrente quando se estuda por exemplo Inteligência Artificial, Linguagem ou Filosofia, é a Representação das coisas. Há um trecho de um poema do Poema Sujo – um fragmento: “Velocidades” do poeta maranhense Ferreira Gullar que não só exemplifica muito bem as dificuldades de se representar e compreender as coisas e o conhecimento mas também nos mostra que isso é algo que aflinge desde o Poeta até o Computólogo.
O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidademas variados são os modos
como uma coisa
está em outra coisa:
o homem, por exemplo, não está na cidade
como uma árvore está
em qualquer outra
nem como uma árvore
está em qualquer uma de suas folhas
(mesmo rolando longe dela)
O homem não está na cidade
como uma árvore está num livro
quando um vento ali a folheiaa cidade está no homem
mas não da mesma maneira
que um pássaro está numa árvore
não da mesma maneira que um pássaro
(a imagem dele)
está/va na água
e nem da mesma maneira
que o susto do pássaro
está no pássaro que eu escrevoa cidade está no homem
quase como a árvore voa
no pássaro que a deixacada coisa está em outra
de sua própria maneira
e de maneira distinta
de como está em si mesmaa cidade não está no homem
do mesmo modo que em sua
quitandas praças e ruas